O Meu BLOG.....

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O acto de conduzir, hoje em dia é banal, ou seja, mais do que nunca os "miúdos" já têm queda para a condução, o que lhes falta é sem dúvida o saber circular na via pública.
Esse sim é o calcanhar de aquiles da Condução de qualquer condutor.....
Temos que saber conduzir em segurança, e isso só se consegue com a ajuda de todos os PROFISSIONAIS DA CONDUÇÃO...
Todos temos que rumar para o mesmo lado, porque juntos é que conseguiremos que alguma coisa seja feita.
Não é estar aqui a criticar que é melhor aumentar o numero de aulas... que o vizinho vende as cartas mais baratas.... que o I.M.T.T. está a fazer umas leis que não lembram a ninguém...( ex: lei sobre o ensino na condução dado por tutores...)
Temos sim que nos recordar que foi com muito sacrificio que conseguimos melhorar a sinistralidade das Estradas ( em 1998 tinhamos 3250 mortos/ano em Portugual... hoje em dia temos 700 mortos/ano), todo este trabalho de consciencialização dos condutores Portugueses foi feito por quem??? ...( nós Instrutores de Condução, Escolas, Empresas do Sector, GNR, PSP.... ) ou seja todos rumámos para o mesmo lado.

Criei este Blog não para mim, mas para todos os meus colegas de profissão ( que me ajudem na troca de ideias sobre como conduzir em segurança ), ....todos os Portugueses ( que podem visitar o Blog e tentar tirar dúvidas e trocar ideias) e acima de tudo para todos os FUTUROS ENCARTADOS.... porque estes sim serão os proximos condutores de Portugal, pois são eles que vão circular nas nossas estradas; é neles e com eles que temos que trabalhar imenso, tentando mostrar-lhes como se conduz defensivamente, com segurança, contando com eles e com os outros, respeitando sempre o outro condutor.


Espero que Gostem .... e ajudem-me a fazer dos Portugueses melhores condutores.


Nuno Pereira

terça-feira, 31 de março de 2009

Tempo de Reacção e Distancias ( cont...)


Distância de Reacção, de Travagem e de Paragem


  • Distância de Reacção: Durante o tempo de reacção, o veículo continua a movimentar-se (à mesma velocidade), percorrendo uma determinada distância, avaliada em metros. Esta é tanto maior quanto mais elevada for a velocidade a que se circula.
    A distância percorrida durante o tempo de reacção chama-se Distância de Reacção.

  • Distância de Travagem: Distância percorrida entre o momento em que o condutor começa a travar e aquele em que o veículo pára.
    Esta distância varia não só com a velocidade do veículo como também com o estado dos pneus, a eficácia dos travões e o estado do pavimento (piso molhado, escorregadio ou arenoso).

  • Distância de Paragem: Distância total percorrida entre o momento em que o condutor vê o obstáculo e aquele em que o veículo pára.
    A distância de Paragem obtém-se somando a distância de reacção com a distância de travagem.



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segunda-feira, 30 de março de 2009

Tempo de Reacção e Distâncias


Tempo de Reacção do Condutor

Perante um obstáculo que surja inesperadamente na frente do veículo, nenhum condutor, por mais rápidos que sejam os seus reflexos, consegue reagir instantaneamente para evitar o acidente.
Ver, compreender e actuar, embora sejam operações muito rápidas, demoram aproximadamente 1 segundo a realizar-se (TEMPO DE REACÇÃO) e durante esse tempo o veículo continua a avançar.
O tempo de reacção é portanto a quantidade de tempo que decorre entre a percepção de uma nova acção e o exacto momento e que se actua.
A maioria dos condutores demora aproximadamente um segundo a reagir às situações de perigo, embora existam alguns factores que podem aumentar bastante esse tempo de reacção como, por exemplo:

- Ter pouca experiência de condução.
- Ter idade mais avançada.
- Estar sonolento ou fatigado.
- Encontrar-se doente física ou mentalmente.
- Estar sob o efeito de determinados medicamentos.
- Estar sob a influência de álcool ou de estupefacientes.

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O Acto de Conduzir... ( cont... )

Órgãos de Comando do Veículo


Para poder conduzir o veículo, o condutor dispõe de um conjunto de órgãos de comando, sendo uns accionados com os pés e outros com as mãos.

- O volante da direcção é um dos principais comandos que orienta a trajectória do veículo, exigindo a acção quase permanente das mãos.

- O travão e o acelerador são dois pedais accionados com o pé direito.

- O pedal de comando da embraiagem é accionado com o pé esquerdo, de modo que o movimento do motor só se transmita totalmente às rodas quando o mesmo esteja totalmente solto.

- O selector da caixa de velocidades é accionado com uma das mãos devendo para o efeito o pedal da embraiagem estar pisado a fundo (pé esquerdo) e o pedal da aceleração estar totalmente solto (pé direito).
- Ao mudar para uma velocidade mais alta, a potência motora das rodas diminui e inversamente, quando se passa para uma velocidade mais baixa obtém-se maior potência motora nas rodas, excepto se não acelerar, caso em que o motor produz um efeito de travagem.

- A alavanca do travão de estacionamento (travão de mão) é utilizada para deixar o veículo parado em condições de segurança, mas pode também servir para evitar que ele descaia, quando se arranca numa subida.

- Os manípulos e interruptores de comando das luzes e dos indicadores de mudança de direcção encontram-se situados de modo a serem accionados facilmente sem afastar demasiadamente a mão do volante.

Órgãos de Regulação


Se o condutor que vai iniciar a condução tiver uma estatura física muito diferente da pessoa que conduziu o veículo anteriormente, é necessário proceder previamente aos ajustamentos que lhe permitam conduzir sem grande esforço físico e dispor da melhor visibilidade possível para o exterior:

- Primeiro deve ser regulada a posição do banco que, para o efeito, dispõe de manípulos que permitem a afinação do assento, da inclinação do apoio das costas e da distância até aos pedais.

- O condutor deve ficar bem instalado, sem que o tronco fique muito vertical nem excessivamente inclinado para traz, de modo que consiga carregar a fundo no pedal da embraiagem com a perna ligeiramente flectida.

- A seguir regulam-se os espelhos retrovisores, que dispõem de sistemas que permite fixá-los na posição ideal para que o condutor observe à maior distância possível sem ter que alterar a posição do corpo.

- Por fim regula-se a posição do encontro de cabeça existente nos bancos dos veículos modernos, destinado a evitar o perigo de uma lesão cervical, no caso de ocorrer qualquer colisão violenta na retaguarda.



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sábado, 28 de março de 2009

O Acto de Conduzir... ( cont. )


O Condutor e o Acidente
Os acidentes devem-se ao crescente número de veículos em circulação e à falta de formação pessoal dos condutores para os problemas da segurança.
O comportamento individual é da máxima importância, pois serão inúteis quaisquer esforços, para aumentar a segurança, sem a colaboração activa dos condutores e peões no uso das vias públicas.
A principal preocupação dos condutores deverá ser sempre a segurança e a fluidez. Por fluidez devemos entender um bom escoamento do trânsito, portanto, maior comodidade e economia para o condutor.
A maioria dos acidentes rodoviários tem sempre várias causas, incluindo sempre uma falha do condutor que, por descuido ou falta de concentração, não consegue actuar correctamente para reduzir ao mínimo as consequências dos perigos inevitáveis do trânsito.
O comportamento do condutor é vital, devendo durante a condução, abster-se de praticar quaisquer actos que possam prejudicar a condução com segurança.

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sexta-feira, 27 de março de 2009

O Acto de Conduzir ... ( cont. )


As acções que mais frequentemente desviam a atenção dos condutores são:
- Acender um cigarro.
- Brincar com crianças ou animais transportados no veículo.
- Utilizar o telemóvel.
- Fixar o olhar no espelho retrovisor por tempo excessivo.
- Sintonizar o rádio ou regular o sistema de ventilação.
- Limpar manualmente os vidros ou pára-brisas.
- Tentar matar um insecto que tenha entrado no veículo.


O Sistema IPDE
O sistema IPDE e a condução defensiva funcionam do seguinte modo:

1. Identificar: olhar para a estrada e verificar se não existe alguma pessoa, veículo, animal ou situação que poderá obrigar o condutor a reduzir a velocidade, acelerar ou virar.

2. Prever: após a identificação de uma eventual situação de perigo, o condutor deverá prever o que poderá acontecer.

3. Decidir: as decisões do condutor, deverão ser baseadas naquilo que poderá ser feito para evitar um acidente.

4. Executar: o condutor deverá executar o que decidiu de forma calma e com precaução, com a devida antecedência de forma a evitar um acidente.


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